Comecei a gostar dos origamis desde cedo. Mais ou menos com 4 anos, a minha mãe já me levava para oficinas, por vontade minha. Minha tia Toca me ensinou como dobrar o tsuru, mas foi a prima Emi, que dá aulas da arte até hoje, quem me iniciou nessa paixão que tenho pelas dobraduras de papel.

Com ela aprendi as primeiras dobras e como desvendar o mistério dos livros. Um dia, ainda pequena, fui a uma exposição em que a Emi estava dando oficina, no Centro Cultural da Vergueiro, e no meio de tantos origamis interessantes, encontrei um tsuru dobrado com um papel de 1cm x 1cm. Desde então vi o que era possível e gostando de miniaturas, desejei ser capaz de dobrar papéis bem pequenos, e fazer origamis cada vez menores.

Colecionei um bom número de estrelinhas e tsuruzinhos, até que a minha tia e madrinha, Yuki, um dia me disse:

“Nossa, Miwa, ficam tão bonitinhos seus tsuruzinhos, você já pensou em colocá-los em um brinco? Eu acho que ficaria muito legal”.

Desde então, faço brincos de origami, tudo começou em 2000, sem nenhuma experiência em como fazer bijuterias, na tentativa e no erro, comecei a fazer alguns poucos pares de brincos, que vendia para minhas amigas na ETESP, e no clube que freqüentava. Com o tempo eu e meus pais começamos a fazer feiras, diversificar os produtos, e hoje contamos com mais de 60 modelos de brincos, e várias qualidades de origamis, estando entre eles: o mais tradicional tsuru, a estrela, 3 modelos de peixe, cata-vento, morango, libélula, borboleta, lírio, coelho, sapo, cavalo-marinho, elefante, coração, balãozinho...

Estamos sempre em busca de coisas novas, e criando novos modelos de brincos.